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(ainda) machismo

 

Não tenho nada contra homens, a sério que não. Até há alguns de quem gosto bastante. Não serão imensos, mas isso tem mais a ver com a espécie do que com o género.

Dito isto, e correndo o risco de ser acusada de generalizações, é com tristeza que continuo a assistir a comportamento
s machistas, misóginos, prepotentes, trazendo ao de cimo o “macho latino” que, se entre alguns (ou algumas) pode parecer atraente, para a maioria de nós, mulheres, e sobretudo em contexto laboral, é apenas repugnante.

Começo a acreditar que há muita confusão nessas cabecinhas e que há vários pontos que interessa clarificar:

1 – Elogiar o aspeto físico e/ou dizer galanteios não vai produzir qualquer efeito no desempenho profissional da mulher, nem fornecer caráter prioritário aos vossos assuntos que ela tenha em mãos. É patético que o tentem;

2 – Enviar mensagens, e-mails, ou telefonemas com linguagem grosseira não funciona como pressão, apenas fomenta que sejam ignorados;

3 – Ser educado, prestável e/ou atento, não é sinónimo de flirt, quer apenas dizer que os pais fizeram um bom trabalho;

4 – Comentários jocosos sexistas não têm graça, independentemente do contexto e de quem os profere. Apenas conferem ao homem um ar troglodita que não, não é sedutor.

5 – Menosprezar as competências de alguém com base no género é um erro crasso e, frequentemente, paga-se caro;

6 – Por último, se um homem acredita que quando levanta a voz fala mais alto que uma mulher, é porque se esqueceu do berro que a mãe lhe dava que o fazia cair de cu.

Pronto, era isto.

Bom fim-de-semana

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