(Às queridas Cinderelas que (ainda) sonham com o Príncipe) A Cinderela voltou para casa, abóbora no colo, vestido azul, passava muito da meia-noite. Não perdeu um sapatinho, mas descalçou as sandálias cujos saltos de agulha lhe garantiam os dez centímetros que lhe faltavam em pernas. Caminhou descalça e não houve príncipe nenhum a enfiar-lhe a sandália no pé. Pobre Cinderela! - O meu nome é Pedro, e o teu qual é? - Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho - Sou a Cinderela - mas quando a noite o envolveu, ele não sonhou com ela. Então, bate, bate coração. A Cinderela brindou a tudo o que havia a brindar nessa noite. Uma noite de sonho, um conto de princesas em que o príncipe não apareceu. Mas os ratinhos, sim. Estavam lá todos! E a Cinderela esvoaçou feliz, no seu fantástico vestido azul. E num desses momentos, em que os sentimentos falam por si, ele não pegou na mão dela, mas sabes, Cinderela, a vida é assim. Então, bate, bate coração. A Cinderel...
a história de uma t-shirt, em tempos de quarentena